Sinopse do livro
Enquanto nos primeiros séculos instruir-se no cristianismo significava, nas escolas de catecismo, converter-se, e os cristãos de antanho contribuíam para a mudança da face do mundo, ou melhor, para estabelecer uma nova civilização, muito ao contrário, os cristãos de hoje ameaçam progredir como o caranguejo, e retroceder à civilização pagã.
Nada menos justificado que estas verdades: os cristãos de antanho conheciam o cristianismo. Os cristãos de hoje não o estudam nunca, muito convencidos de que possuem uma ciência infusa. E mais ainda. Não falta quem se queixe de que as Epístolas de São Paulo não sejam mais lidas ou de que as obras dos Santos Padres, grandes luzeiros da Igreja, sejam quase como que proibidas para os cristãos de água de flor de laranjeira de nossos dias.
É hora já de se acabar com esta bobagem, tão comum, de conceituar o catecismo assim como qualquer brinquedo para crianças. Não existe uma fé para a santa infância e outra para os adultos. O Deus do menino é também o Deus do pai e da mãe de família, é o Deus de Dante e de Volta. Não só aos meninos, mas, sobretudo aos jovens, aos profissionais, aos homens maduros, aos estudiosos das ciências, da filosofia e das letras, aos incrédulos que escrevem sobre coisas nossas e provocam o riso de grandes e pequenos, enfim a todos, devemos dizer: “Estudai o catecismo!”